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MÉTODO DE ESTUDO C4HIM - PARTE I

fevereiro 26th, 2009 | 13 Coment�rios | Postado em Matérias de Professores

ESTRATÉGIA PARA APROVAÇÃO EM CONCURSOS PÚBLICOS

       

 

Por Paulo Bijos e Daniel Couri

Analistas do TCU aprovados em 2008   

 

 

 VISÃO GERAL

 

  1)      O QUE É ESTRATÉGIA?

  estrategia

ESTRATÉGIA, de modo simplificado, nada mais é do que a escolha de um caminho para o alcance de um objetivo. Para concursos públicos, temos o seguinte:

 

- Objetivo = aprovação

- Estratégia = “COMO” ser aprovado

 

      É justamente para auxiliar os candidatos aos cada vez mais disputados concursos públicos a responderem a essa pergunta (“como?”) que esta apostila apresenta o método de estudo C4HIM como estratégia de aprovação.

 

 

2)      A HISTÓRIA DO MÉTODO

 

      O método C4HIM é fruto de nosso conhecimento prático na área de concursos públicos. Não só conhecimento próprio, mas também de colegas e professores[1] que tanto nos ajudaram em nossas batalhas de concurseiros.

 

      A partir de observações e reflexões, e após alguns sucessos e fracassos, procuramos consolidar neste método as técnicas de estudo mais eficientes para aprovação em concursos.

 

      Em síntese, acreditamos que o método funciona justamente porque foi testado na prática.

 

 1.Nesse sentido, destacamos que boa parte do conteúdo deste texto foi inspirada nas aulas do professor André Luis de Carvalho, que nos autorizou a citá-lo como influência na concepção do método

     

 

 

3)      VISÃO GERAL DA ESTRATÉGIA (PIRÂMIDE DE PREPARAÇÃO)

 
salvar

Explicação da Pirâmide de Preparação:

 

      O 1º estágio se refere à coleta e leitura de Material Bruto de estudo. Nesta etapa, não se deixe seduzir por uma bela capa ou pela rápida percepção acerca de determinado livro. Não tenha dúvida: para cada matéria, em regra, há um ou dois livros já consagrados para você ler.

 

      Dessa forma, não reinvente a roda; encontre com os veteranos qual é a bibliografia recomendada. Agindo assim, você evitará a perda de tempo com livros que não são os mais indicados. Se alguém já quebrou a cabeça descobrindo quais são os melhores livros para o seu concurso, descubra quais são com essa(s) pessoa(s).

 

      Além disso, priorize os livros e evite apostilas. Salvo exceções, as apostilas, além de conterem mais erros, ficam muito aquém do material bruto a que se pode ter acesso em livros.

 

      Em adição, valorize também a legislação e os demais tipos de fontes primárias das matérias a serem estudadas. Muitas vezes, ainda há a vantagem de tais fontes não serem muito extensas, tampouco de difícil compreensão. Nesses casos, beba da fonte. Afinal, as questões não saem de apostilas, e sim do material bruto.

 

      De posse de um bom Material Bruto, o passo seguinte é evoluir do 1º para o
2º estágio da estratégia, realizando o que entendemos ser o “pulo do gato”.

 

      Enquanto um estudo comum se resume à leitura do material bruto, o estudo com estratégia será pragmático e terá método.

 

      Será pragmático porque não trabalhará com a mera leitura do material bruto, e sim com sua leitura à luz do edital, de modo dirigido ao que será cobrado na prova. Em adição, terá método porque essa leitura seguirá a seguinte racionalidade: selecionado o item do edital a ser estudado (o material bruto será lido com o intuito de se cobrir o referido item), a essência do que se leu será esquematizada com o uso do método C4HIM, a ser explicado mais adiante.

 

      Nesse contexto, cabe ressaltar ser recomendável que cada esquematização seja confeccionada em Uma Página no Máximo (UPM) porque, na hora da prova, não agradará ao cérebro ter que “virar a página” para resgatar determinada idéia.

 

      Essa esquematização tem o seguinte objetivo: quando o candidato, durante a prova, se deparar com um determinado item do edital, sua mente resgatará uma esquematização desse item, evitando assim que caia numa tentativa frustrada de recuperar o conteúdo por trás de um amontoado de letras.

 

      Estando prevenido (tendo um esquema mental), dificilmente haverá o indesejado “estalar de dedos” com o doloroso pensamento: “eu já li sobre isso, como é mesmo?”. É justamente como antídoto a esse “branco” na hora da prova que o estudo esquematizado possibilitará que o conteúdo seja rapidamente resgatado para a resolução da prova.

 

      A esquematização do material bruto qualifica o estudo porque gera esquemas como produto da atividade de leitura.

 

      Estudar é um processo e, sob essa ótica, o material bruto é simples insumo. Após sua leitura, é necessário processá-lo e transformá-lo num produto (esquema). Isso é que torna o estudo produtivo!

 

      Girar em torno do material bruto, sem método, é o que dá a sensação ao concursando de que não está evoluindo, e que deve sempre voltar aos livros para relembrar os tópicos que já estudou, num círculo improdutivo.

 

      A essência do método, portanto, é criar esquemas!

 

Representação Gráfica do Estudo Qualificado

 

 estyudo

 

      Por fim, de posse dos esquemas elaborados pelo concursando, chega-se ao
3º estágio da presente estratégia, que se refere ao treino para a prova. Obviamente, os esquemas não serão confeccionados para serem engavetados. Serão produzidos justamente para ser material de treinamento para a prova.

 

      A questão é lógica: se na hora da prova o candidato irá recorrer à esquematização do conteúdo do edital, então nada mais coerente do que treinar para a prova com base em esquemas, até que estejam todos muito bem memorizados.

 

      Portanto, recomenda-se nesse ponto que o material bruto seja colocado de lado, de modo que o estudo seja realizado com foco total nos esquemas elaborados, recorrendo-se ao material bruto inicial apenas para sanar eventuais dúvidas ao longo do estudo por esquemas.

 

      Um ponto central a ser destacado é: estudar esquemas significa revisá-los e reconstruí-los tantas vezes quanto necessário para que sejam memorizados.

                                                                                            

      Fica claro que, dessa forma, haverá priorização da teoria e não de exercícios. Ora, se os exercícios são a aplicação do conhecimento que se tem da teoria, então o mais importante é dominar a teoria.

 

      Isso não significa, de modo algum, que a prática de exercícios não seja importante. Somente enfatizamos que em primeiro lugar vem a teoria, depois os exercícios.

 

      Num passo seguinte, uma vez que o candidato se sinta forte na teoria, poderá começar a dividir o seu tempo de estudo praticando exercícios. O contrário é ilógico: como esperar ótimos resultados em exercícios sem uma boa musculatura teórica? Existindo tempo para praticar muitos exercícios, ótimo! Maior será a chance de aprovação.

 

      Os exercícios, aliás, serão um bom teste para os esquemas já feitos, pois permitirão saber se eles estão sendo úteis para resolver questões. Por outro lado, os exercícios também servirão de subsídio para os esquemas, uma vez que podem destacar um ou outro detalhe importante, mas que não estava sendo contemplado.

 

      No lado psicológico da história, a única recomendação que fazemos é que acredite em si mesmo. A todo tempo, e também nos momentos de fraqueza, apenas mentalize: “SOU CAPAZ”! Essas duas palavras podem valer mais do que centenas de recursos psicológico-motivacionais.

 

 

 

 

 

 

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13 Respostas to “MÉTODO DE ESTUDO C4HIM - PARTE I”

  1. Stela Maris Diz:

    Parabéns aos professores Paulo e Daniel pela iniciativa que esclarece aos inciantes, com linguagem simples, a dinâmica dessa “corrida” pela aprovação em concurso.   

  2. André Azambuja Diz:

    Pessoal, bancana heim! “Método de Estudo C4HIM. 
    Espero ansiosamente pela 2ª parte, estou curioso sobre o que vem logo em seguida…
    Abração!!!

  3. claudia Diz:

    Excelente, parabèns…… Já comecei a praticar. Estou ansiosa pela 2ª parte a fim de que eu possa praticar as dicas de forma correta. Muito grata.

  4. Paulo Bubniak Diz:

    Muito bom!
    Estão de parabéns!
    Quanto mais conheço o Cathedra, mais associo-o à excelência!
    Obrigado!

  5. katia Diz:

    Muito bom o artigo, algo que realmente procuro e tenho dificuldade em montar
    esquemas de estudo e disciplina de estudo.

  6. Luisinho Diz:

    De montar esquemas sou até bom, o maior problema para mim é manter o foco por mais de três meses seguidos.
    Foi uma boa dica de como se orientar para estudos.

  7. Ben Reilly Diz:

    Vcs estão de sacanagem, não???? Fala sério!….

  8. bruno Diz:

    certa resposta!!!
    valeu

  9. Guirovalgo Gomes Filho Diz:

    Após ler o livro do Alex Viegas “Manual do Concurseiro” e colocar em prática a confecção diária e o estudo das fichas ficá fácil manter a matéria na cabeça.

  10. Vanderlei Diz:

    Paulo, haveria algumas adaptações nas estratégia de estudo/aplicação do método para disciplinas como Raciocínio Lógico e Lingua Inglesa ? A primeira requer a resolução de um grande número de questões para se conseguir resolver as questões na hora da prova, a segunda requer um extenso vocabulário.

  11. Reinaldo Lopes Diz:

    O problema é que depois de fazer uns 50 esquemas você começa a misturar tudo (”isso estava neste ou naquele?”

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