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mar 13, 2011
Simone Alencar

CHEGAR AO CUME DA MONTANHA

Nunca imaginei que eu conseguiria atingir o cume de uma montanha, muito menos que esta fosse gelada e na divisa de dois países: Argentina e Chile. Foi uma experiência incrivelmente gelada! Não ouse duvidar! Tudo na vida é possível, desde que se tenha vontade de fazer acontecer.

Cume da montanha

Quando     estamos     na    escalada     da   montanha de livros que temos de devorar, achamos que serão dias intermináveis  e que não atingiremos a nossa meta: o topo da montanha.

Muitos vêem as boas oportunidades que têm surgido no serviço público e ficam desesperados para também fazer parte deste time de vencedores de provas de concursos. Por não saber muito bem como fazer, pois são iniciantes no montanhismo, não traçam estratégias, não separam as ferramentas necessárias – bons cursos e livros –, e muito menos utilizam técnicas de escaladas nos estudos.

Começam a sua subida com o mínimo: o sonho de mudar de vida, que pode ser nada mais nada menos que a sua “bota nômade” – nome do calçado para montanhismo – e ficam tentando um concurso aqui e outro ali, sem muito comprometimento com os estudos, apenas rodeando os pés da montanha. E neste rodear acabam se frustrando e desistindo de subi-la, permanecendo na divisa entre o sonho e a realidade. Chegam até a declarar: “definitivamente concurso não é para mim.”

Muitos conhecem a frase: “se somos visionários, precisamos agir, pois a visão é um sonho com ação.” A aprovação em concurso público é o sonho de muitas pessoas, entretanto, para algumas, talvez lhes falte ser governadas pela visão de ser servidor público, lhes falte, portanto, o plano e a ação, que lhes serão molas propulsoras para tornar o sonho uma realidade.

Quando estamos escalando a montanha dos concursos pode ocorrer perda do foco – da visão –, o que pode gerar o desestímulo de agir, de procurar outras alternativas para fechar os gaps dos estudos, tais como: resolução de exercícios, vídeo-aula, bons professores, etc, e a escalada pode ser interrompida sem ao menos considerarmos que algumas rotas já foram percorridas e que estamos a alguns metros acima do nível do mar, ou seja, que houve superação de dificuldades e que o melhor a fazer é continuar a subida rumo ao topo.

A escalada não é fácil! Alguns buscam o topo de um dos montes mais cobiçado pelos montanhistas: o Aconcágua, nas cordilheiras dos Andes, entretanto, “desde que se tenha vontade de fazer acontecer, por que duvidar? Tudo na vida é possível.” Esta vontade de fazer acontecer tem de nos conduzir para a materialização da nossa visão, mesmo que no meio da escalada nos sintamos “numa experiência incrivelmente gelada”, ou porque achamos que não estamos saindo do lugar, ou porque esperávamos um resultado e obtivemos outro e tudo fica travado. Quando chegamos neste estágio precisamos nos movimentar, deixando para trás o que passou e avançando para o que está adiante, para não ficarmos congelados e desistirmos de vez de tentar mais uma vez.

A escalada do Aconcágua, por ser um cerro de grandes dimensões, tem diferentes rotas, num total de 33, com vários níveis de dificuldade. Há rotas fáceis, para pessoas sem muita experiência em escaladas, e outras que só poucas pessoas no mundo tiveram a coragem e a satisfação de escalá-las. Os que ousaram enfrentá-las e vencê-las são conhecidos como os melhores do montanhismo.

De igual modo, a escalada da montanha dos concursos tem os seus vários níveis de dificuldades. Os iniciantes terão um grau de dificuldade maior que os veteranos, por que nunca antes ousaram subir um monte; já os mais experientes provarão inúmeras vezes que terão de se superar cada vez mais, principalmente, se escolherem um Aconcágua para subir. Entretanto, os que lograrem êxito, tanto iniciantes quanto veteranos, receberão o prêmio pelo esforço despendido nesta feita e estarão entre os melhores.

Portanto, não importa o tamanho da montanha nem tão pouco o grau de dificuldade. O que realmente vale nesta escalada é a sensação única que os que alcançam o cume da montanha têm: consegui chegar ao topo! Venci! Superei-me! Sou servidor público.

 

By Simone Alencar

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